Senador Dan Sullivan acusa campanha rival de recrutar homônimo para confundir eleitores no Alasca
Republicano afirma que democratas ligados à candidata Mary Peltola articularam um "esquema" para lançar outro Dan Sullivan na disputa; eleição ocorre em seis dias
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O senador republicano Dan Sullivan, do Alasca, acusou a campanha da rival democrata, Mary Peltola, e integrantes do comitê de campanha do Partido Democrata para o Senado (DSCC) de montar um esquema secreto para enganar eleitores, ao recrutar outro candidato chamado Dan Sullivan. A acusação foi feita no programa "Hannity", da Fox News, a seis dias da eleição, segundo a transmissão veiculada pela Fox Business.
Sullivan reagiu a uma reportagem do New York Times sobre o caso. Segundo o relato do apresentador, a instrução teria partido de anúncios de campanha para que se encontrasse o maior número possível de pessoas chamadas Dan Sullivan no Alasca, e o jornal teria escrito que "o plano funcionou". O apresentador observou que preferiria trocar "plano" por "esquema", e o senador concordou.
Acusações e resposta jurídica
Segundo o apresentador, o procurador-geral Todd Blanche afirmou que os democratas tentavam ludibriar eleitores ao nomear outro Dan Sullivan e disse que isso deveria ser ilegal. Sullivan disse que os elementos legais "vão se desenrolar", mas que não se pode prever o que os tribunais farão, e afirmou acompanhar o caso junto ao Departamento de Justiça.
O senador disse que o foco agora é a campanha: pressionar a adversária a "se explicar", garantir que todos os alasquianos saibam do episódio e levar os eleitores às urnas. Segundo ele, Peltola não pediu desculpas e se comporta como se nada tivesse acontecido, o que, na avaliação dele, mostra desprezo pelos eleitores do estado. Ele afirmou que a campanha rival e o DSCC mentiram por quase um ano sobre o tema e que a responsabilidade chegaria ao alto escalão democrata em Washington, citando Chuck Schumer e Kirsten Gillibrand. Todas as afirmações são do senador e não foram confirmadas de forma independente na transcrição.
Sullivan também disse que a cadeira do Alasca pode definir quem controla o Senado dos Estados Unidos, o que dá ao episódio alcance nacional. Segundo ele, a campanha republicana defende a liberação da energia do Alasca e a reconstrução das Forças Armadas, pautas às quais, na avaliação dele, os democratas se opõem.
Voto por ranking e o que está em jogo
O apresentador pediu orientação a eleitores que desejam a vitória de Sullivan no sistema de voto por ordem de preferência (ranking). O senador respondeu que o eleitor deve marcá-lo em primeiro lugar, como candidato republicano registrado e titular do cargo, e o outro republicano em segundo. Em terceiro, segundo ele, ficaria o "falso" Dan Sullivan, e Peltola não deve ser classificada. Sullivan chamou o modelo de "sistema complicado" e pediu voto "sim" na medida nº 2 da cédula, que permitiria acabar com o voto por ranking no estado.
Para o investidor, o caso é relevante porque o resultado no Alasca pode influenciar o equilíbrio de forças no Senado, o que afeta a agenda de energia, defesa e política fiscal em Washington. A transcrição, porém, não traz projeções de mercado nem dados de pesquisas eleitorais, e o desfecho dependerá do voto e de eventuais desdobramentos judiciais.
Sullivan encerrou dizendo que sua equipe tem "o momentum" e que está confiante na vitória. A campanha de Peltola não é ouvida na transcrição, e as acusações permanecem como alegações do senador e de apoiadores republicanos.


