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EDIÇÃO Nº 002 · BRASILQUINTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2026 · 10:21
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VÍDEOS27 OUT 2026 · 00:46

Israel vai às urnas em eleição que testa a longevidade política de Netanyahu

Segundo o Wall Street Journal, oposição ganha força na primeira votação desde o ataque de 7 de outubro, mas ainda pode não alcançar maioria de 61 cadeiras

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE THE WALL STREET JOURNAL · 2 MIN

Israel realiza uma eleição de alto risco, vista como um referendo sobre o primeiro-ministro mais longevo da história do país. Segundo o The Wall Street Journal, Benjamin Netanyahu enfrenta um teste crítico de liderança, em meio ao fortalecimento dos partidos de oposição.

É a primeira votação em Israel desde o ataque de 7 de outubro e das guerras que se seguiram na região. De acordo com a análise do canal, o resultado dependerá das ações de Netanyahu antes, durante e depois do ataque. O premiê argumenta que só ele pode entregar segurança e vitória total sobre o Hamas, o Irã e os aliados iranianos.

Pesquisas citadas pelo WSJ indicam que cerca de 60% dos judeus israelenses querem um novo primeiro-ministro. Netanyahu está no poder, de forma intercalada, há cerca de 19 anos, desde o primeiro mandato, em 1996. Embora seja altamente divisivo, tem uma base sólida de eleitores, que destaca sua experiência e suas relações com líderes mundiais.

Oposição fragmentada e com discurso de segurança semelhante

O principal adversário é Gadi Eisenkot, que, segundo pesquisas recentes, tem ligeira vantagem como maior partido do país. Ele entrou na política em 2022, depois de longa carreira militar, e foi chefe do Estado-Maior de Netanyahu. Seus apoiadores destacam sua integridade. Atos recentes da oposição pediram uma comissão estatal independente para investigar a falha de segurança que antecedeu o 7 de outubro.

Segundo o WSJ, Eisenkot e Netanyahu soam parecidos em temas de segurança nacional, inclusive na oposição a um Estado palestino e nas guerras no Líbano e em Gaza. As diferenças aparecem na política interna: Eisenkot prometeu endurecer o combate à violência de colonos na Cisjordânia ocupada. Na avaliação da reportagem, a sociedade israelense se deslocou para a direita e ficou mais dura em relação às guerras em Gaza, no Irã e no Líbano, o que se reflete também na oposição.

Outros dois partidos, liderados por Naftali Bennett e Avigdor Lieberman, tendem ao centro-direita. Há ainda partidos árabe-israelenses no Parlamento, e uma alta participação de eleitores árabes pode influenciar o resultado.

O que observar na apuração

Os quatro principais partidos judeus de oposição lideram as pesquisas, mas ainda não somam os votos necessários para a maioria de 61 cadeiras e podem precisar do apoio de partidos árabes. Alguns integrantes dessa oposição já disseram que não se sentarão com legendas árabe-israelenses, o que complica a formação de uma coalizão.

As urnas fecham às 22h (horário de Israel) de terça-feira. Os primeiros resultados saem já na quarta-feira de manhã, mas o resultado final levará dias. A transcrição não traz projeções econômicas, mas, para investidores, o período de incerteza sobre a composição do governo é um ponto de atenção, a ser acompanhado pela participação eleitoral e pelas pesquisas de boca de urna, segundo a repórter Anat Peled.

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